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Pesquisa alerta para violência contra LGBTs nas escolas

16 de mai. de 2025
2 min de leitura

Da redação Itapuama FM, com informações da Agência Rádio Web

Imagem reprodução
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Apesar de avanços legais na proteção de direitos, estudantes LGBT+ seguem enfrentando altos índices de violência nas escolas brasileiras. É o que mostra a Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro, revelando que 9 em cada 10 estudantes LGBT+ sofreram agressão verbal nas escolas em 2024.


O relato da travesti Paola, moradora de Ribeirão Preto (SP), evidencia a gravidade do problema. “Sofri muito bullying, apanhei, fui xingada e maltratada só por ser diferente. Não aguentei e parei os estudos na quinta série”, contou ela, por meio do jornalista Vitor Castro, já que a dor da lembrança a impediu de gravar em áudio. Paola afirma que hoje sente algum alívio ao saber que existem leis de proteção, mas teme o aumento do discurso de ódio em espaços públicos.


Segundo o coordenador da pesquisa, Gabriel Santinelli, da Aliança Nacional LGBTI+, o bullying homofóbico ou LGBTfóbico carrega dimensões específicas de preconceito, e é fundamental compreender como essa violência se expressa para que se possa construir um ambiente escolar seguro, inclusivo e respeitoso.


Entre os dados mais alarmantes está o fato de que 67% dos estudantes trans consideram a escola um ambiente pouco seguro. Entre gays, lésbicas, bissexuais e assexuais, o índice chega a 49%. Os principais fatores apontados como motivadores da violência são expressão de gênero, orientação sexual e aparência física — muitas vezes vinda não só de colegas, mas também de professores.


O Ministério da Educação, por meio do coordenador Erasto Mendonça, reforçou que o combate à LGBTfobia nas escolas está alinhado com documentos como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos e a Diretriz Nacional de Educação, além de parcerias com instituições federais de ensino para capacitação de educadores.


Para mais informações sobre a pesquisa, acesse: www.aliancalgbti.org.br


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